sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Palavras e Imagens



Então, um dia desses eu estava fazendo minha tarefa de inglês, quando eu li um livro que explicava como e porque surgiram os primeiros livros com imagens… e o texto defendia a ideia de que um livro com imagens e pouca ou nenhuma palavra era muito melhor do que um livro com palavras... pois cada vez que alguém contasse a historia cada pessoa iria usar suas próprias palavras para contar a historia e assim a mesma historia poderia ser contada varias vezes de diferentes formas mantendo sempre a criatividade do leitor em funcionamento...
De certa forma acredito que esses livros só funcionem direito pra crianças ou pessoas com enorme imaginação, não se acha facilmente livros assim para adultos.

Por outro lado, livros de palavras precisam forte característica “peculiar” pra ser considerado “BOM”, que mais “peculiarmente” ainda vai de total encontro com o comentário acima... o livro pra ser “BOM” tem que ser extremamente detalhado! Então estamos falando daqueles livros de 800, 900, 1000 páginas... algo simplesmente incrível... que eu sempre me perguntei como era possível alguém fazer uma coisa desse tipo... ate descobrir que a maioria, repetindo: a MAIORIA, passa de duas ate cinco paginas pra descrever uma cena, ou melhor paisagem, que as vezes se limita a uma sala de visita.
Então, muitos dizem que livros assim é que são bons de verdade porque fazem você entrar mais na historia... concordo, eles lhe fazem entrar mais no que o autor pensou... mas de certa forma eles privam você de usar sua imaginação pra realmente criar algo, se torna algo meramente expositivo, esta ali, é aquilo e pronto! O leitor é extremamente passivo na historia... e isso pra mim é chato!

Na minha opinião o livro não traz você a ele, e sim você trás o livro pra dentro de você, a historia é a mesma... mas os detalhes, as peculiaridades a riqueza do ambiente de ser sua, pra atiçar sua beleza, seus pavores, seus desejos... e não apenas pra você ver o que já foi visto, em meus livros eu sigo uma corrente oposta, eu não gosto de detalhar muito, a menos que o detalhe seja de certa forma crucial para a historia... eu prefiro ser vago e deixar a pessoa montar o palco... quando eu escrevo, na minha cabeça ta rolando um filme com aquilo acontecendo... mas eu não quero O MESMO FILME na sua... eu posso querer a mesma historia... os personagens e papeis são os mesmos... mas os atores são outros!
Na historia há uma cadeira...  é uma cadeira, mas a minha é de madeira enquanto você prefere uma de plástico, e seu amigo uma de metal... o que valia na historia é que ali tinha uma cadeira... não era vital pra historia o tipo dela... então porque passar cinco paginas lhe dizendo como ela era, e privando você de exercitar sua mente? Num livro eu penso um ator fazendo aquilo, quando você ler você vai preferir outro... mas se eu detalho minuciosamente suas características... eu lhe privo do prazer de ter alguma dinâmica na construção desta historia...

Já ta grande demais e eu vou parar por aqui...  mas pra finalizar e ligar palavras e imagens, um livro com imagens pode também lhe privar muito de um raciocínio assim como um livro bem detalhado, em minha opinião, procure livros em que você seja mais dinâmico na historia do que apenas um mero espectador... a menos que você seja mais uma pessoa genial sem capacidade criativa... as vezes um livro “pouco detalhado” apenas quer dar espaço pra sua criatividade melhorar a historia. ;) Pensem nisso!

Se vocês tiveram paciência de ler alguma coisa obrigado, e se leram ate o fim obrigado mais ainda, e se puderem comentar e opinar... lhes agradeço muito mais ainda! =D

PS: So pra exemplificar por ultimo: Se eu digo que o menino ta vestindo uma camisa azul cada um pensa uma coisa, mas quando eu mostro a figura... você se prende... uma bota... não é necessariamente AQUELA bota da foto... mas quando você vê a imagem... você se prende... get it? ;)

PSS: Desculpa as ideias hoje estarem tão desorganizadas, foi um texto de ultima hora corrido que eu pensei...